segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Entregador segura tudo pelo Trieste

                                                                                Walter Alves/Gazeta do Povo
O zagueirão Paulo Sérgio, do Trieste, ganha mais um lance no duelo de sábado com o Capão Raso

  
Suburbana

Zagueiro Paulo Sérgio trabalha com entrega de eletrodomésticos durante a semana e aos sábados se torna xerifão na Suburbana

Publicado em 25/10/2010 | Maurício Kern, especial para a Gazeta do Povo

Entregador de eletrodomésticos durante a semana, o zagueiro Paulo Sérgio segura tudo em ação na Suburbana pelo Trieste. No melhor estilo xerifão, ele teve participação especial na goleada por 5 a 1 sobre o Capão Raso, neutralizando o ataque adversário, sábado, em Santa Felicidade.

Paulo Sérgio dos Santos, de 35 anos, trabalha há três meses entregando eletrodomésticos pelas ruas da capital e região metropolitana. O zagueiro chega às sete horas da manhã na empresa, carrega o caminhão toco, pega a lista de entregas e vai para o trecho, só voltando às cinco da tarde.

Fora do trabalho, o atleta carrega na bagagem uma coleção invejável de títulos no futebol amador. Foi pentacampeão da Taça Paraná pelo Combate Barreirinha e campeão pelo Urano. De quebra, conquistou mais sete títulos da Divisão Especial da Suburbana.

No final do ano passado, o camisa 4 do Trieste trocou a Vila São Pedro (do Urano) por Santa Felicidade. O xerifão dá a receita para o sucesso. “O apoio que recebo da minha família e da minha esposa Danieli são fundamentais”, agradece.

No sábado, o clássico Paratiba afastou alguns torcedores do Estádio Francisco Muraro. Mesmo assim, os times entraram em campo com a tradicional bateria de fogos de artifício e ao som das vuvuzelas.

A vitória triestina começou a ser desenhada aos 18 minutos do primeiro tempo, quando Anderson recebeu na área e bateu cruzado. O Capão Raso empatou aos 28, com Cleverson. Dois minutos depois, entrou em ação Paulo Sérgio. Ele recebeu a bola, matou no peito e lançou de três dedos para Ioiô. Na sequência, Thiago Santos desempatou.

A partida truncada e com muitas faltas fez os maqueiros do time da casa trabalharem. A cada botinada que levava um atleta ao gramado, o árbitro acionava os maqueiros Claudinei e Alex. “Olha lá, mais um carreto. Agora é no meio de campo. Ufa, já é o quinto do dia. Esse aí estava meio pesado”, brincavam, ofegantes.

Após o intervalo, Anderson fez 3 a 1 aos 17 minutos. Os triestinos sufocavam os visitantes. Após a entrada de Hideo, veio a correria e mais dois gols. Ioiô e Douglas ampliaram e definiram o placar em 5 a 1, garantindo a classificação antecipada do Trieste às semifinais. Na comemoração do último gol, o atacante Douglas esbarrou no goleiro adversário e acabou perdendo o calção. Sorte que ele estava de cueca por baixo e ficou por isso mesmo.

Outros resultados:

Pilarzinho 1 x 3 Vila Hauer, Ura­­no 3 x 3 Santa Quitéria e Iguaçu 3 x 1 Combate Barreirinha. O Vi­­la Hauer lidera o grupo A, com 10 pontos. O Trieste é o líder do B, com 12.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ex-office-boy inferniza os adversários

Walter Alves / O atacante Marlon comemora com os companheiros de Santa Quitéria o gol isolado da vitória sobre o Pilarzinho. Time do ex-paranista é o líder do grupo A
O atacante Marlon comemora com os companheiros de Santa Quitéria o gol isolado da vitória sobre o Pilarzinho. Time do ex-paranista é o líder do grupo A. Fotos: Walter Alves/Gazeta do Povo. 

Amador

Publicado em 18/10/2010 | Maurício Kern, especial para a Gazeta do Povo

Marlon de Souza Lopes, ex-office-boy, que no passado trocou as filas de bancos, malotes e pernadas nas ruas, pelas chuteiras no mundo da bola. No sábado, fez o gol da vitória no Es­­tádio Maurício Fruet, local que o projetou ao time profissional do Paraná Clube em 1999. O atacante reviveu sua carreira no duelo do Santa Quitéria contra o Pilarzinho e desequilibrou a partida na vitória suada do Quitéria por 1 a 0.

Não é conto de fadas. Marlon, atacante, hoje com 34 anos, enfrentava diariamente as filas de bancos an­­dando alguns quilômetros pelos bairros de Curitiba na década de 90. Largou a profissão de boy em 1992, após participar de uma peneirada no juvenil do Vila Fanny. Os dotes do atleta com a bola foram descobertos já na primeira partida do amador, e, por coincidência, no Estádio do Santa Quité­ria.

O Vila Fanny havia vencido o time da casa por 8 a 0, e o atacante fez 6 gols na ocasião. Depois, teve passagem pelo juvenil e juniores do Atlé­­tico, durante um ano e meio. Após a temporada no Furacão, ficou parado e foi jogar no Combate Bar­­reri­­nha. Recebeu um convite e foi se aventurar na Bélgica, disputando a Terceira Divisão pelo Tournai.

Não se adaptou por lá, retornando ao Barreirinha e sendo campeão pelo Combate na disputa da Taça Paraná de 1999. O jogador fez os cinco gols do título, na vitória por 5 a 2 contra o Danúbio. Nesse duelo, o artilheiro foi o centro das atenções, recebendo uma proposta do conselheiro Barba para atuar no profissional do Paraná.

Além do Tricolor da Vila Ca­­pane­­ma, Marlon ingressou em diversas equipes dentro e fora do país. Entre elas, Joinville, Figueirense, Juventu­­de, Kawasaky Frontale (Japão), Por­­tu­guesa e América (México). Com um currículo extenso, foi campeão catarinense pelo Joinville, em 2001, e pelo Figueirense, em 2004. Fez seu pé de meia e hoje está cursando a faculdade de Educação Física.

Retornou às suas origens em 2008, defendendo o Trieste pelos gramados suburbanos. Está desde o ano passado no Santa Quitéria e continua com o mesmo faro de gol das antigas: é o vice-artilheiro da competição, com 8 gols.

No sábado, a missão do “ex-oficce-boy” foi cumprida logo aos 2 minutos do primeiro tempo. O goleiro Jonas cobrou o tiro de meta, Cris­­tiano deu um toque sutil por cima, e Marlon pegou a sobra do travessão, estufando a rede do Pilarzinho: 1 a 0.

Após o intervalo, o time visitante desperdiçou várias oportunidades e parou no arqueiro Jonas, que garantiu os três pontos. “Aproveitamos a chance”, resumiu Marlon. Frase que pode ser entendida de muitas ma­­neiras.

Outros resultados:

Vila Hauer 3 x 4 Urano, Santa Qui­­téria 1 x 0 Pilarzinho, Combate Barreirinha 1 x 4 Trieste, Capão Ra­­­­so 1 x 1 Iguaçu. O Santa Quitéria lidera o grupo A, com 8 pontos. O Trieste é o líder do B, com 9 pontos.
                                                              

Caminhoneiro rouba cena no clássico dos italianos

                                       Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Hugo Harada/ Gazeta do Povo / Caminhoneiro foi o destaque do “Atletiba da Suburbana” no sábado
Caminhoneiro foi o destaque do “Atletiba da Suburbana” no sábado

Suburbana

Publicado em 11/10/2010 | Maurício Kern, especial para a Gazeta do Povo

Carregar madeira cerrada e tora de pinos na boleia de um caminhão de Itaperuçu a Curitiba todos os dias. Este é o roteiro que o lateral Gilmar do Iguaçu enfrenta pelas estradas onde passa. No sábado, o caminhão dele quebrou e por muito pouco o atleta não conseguiu chegar a tempo de participar do empate por 1 a 1 no clássico dos italianos, entre Iguaçu e Trieste.

Aapós carregar o caminhão às cinco da manhã com tora de pinos, Gilmar José Machado, 29 anos, conseguiu fazer apenas o trajeto de 1 quilômetro até quebrar o Ford cargo 2628 em Itaperuçu. A hélice da ventoinha variou e o atleta teve de deixar o veículo parado no local e pegar uma carona para voltar a tempo de participar do segundo tempo no Estádio Egydio Pietrobelli.

Gilmar se divide entre a boleia do caminhão e o futebol há três anos. Nos gramados iniciou na Suburbana em 2004. Passou por diversas equipes e foi campeão Sul Brasileiro defendendo o Trieste em 2007. Sem carreto, o jeito foi voltar de carona para Santa Felicidade e encarar o “Atletiba da Suburbana”, apelido dado a este clássico pelos torcedores locais. O duelo tão esperado, só teve emoção após a chegada do caminhoneiro do Iguaçu.

Após o intervalo, bastaram 45 minutos em campo para o lateral direito Gilmar desequilibrar a partida e guiar seus companheiros em campo. Na primeira bola que recebeu, mandou na gaveta e o goleiro triestino foi buscar de mão trocada. Principal jogador do time, o caminhoneiro é vice-artilheiro do campeonato com sete gols. “Vou tentar buscar a artilharia até o final da competição, “destacou Gilmar.

Rivalidade acirrada, jogo de muita pegada, a partida foi decidida em duas bolas paradas. A primeira aconteceu aos 25 minutos. Nilvano cobrou falta a bola desviou na zaga e balançou a rede para o alvinegro. Dois minutos depois, jogada ensaiada de dois ex-atletas do Paraná. Hideo bateu escanteio e o zagueiro Guilherme empatou de cabeça para o Trieste.

Outros resultados:

Vila Hauer 1 x 1 Santa Quitéria, Iguaçu 1 x 1 Trieste, Pilarzinho 3 x 0 Urano, Combate Barreirinha 1 x 1 Capão Raso. O Vila Hauer lidera o grupo A, com sete pontos. O Trieste é o líder do B, com 6.

Bastidores

Nesta rodada, ocorreram duas situações inusitadas. Na partida entre Iguaçu e Trieste. A trave de treinamentos que fica ao lado do campo caiu em cima do bandeira Diego Grubba. Ele foi atendido, sentiu dores na nuca mas continuou na partida até o fim.

O jogo entre Pilarzinho e Urano foi encerrado aos 38 minutos do primeiro tempo. A equipe do Pilarzinho vencia por 3 a 0 e o árbitro expulsou 5 jogadores do Urano, encerrando a partida por número insuficiente de atletas, dando a vitória ao Pilarzinho.

Luta contra a ‘degola’ será fora de casa

             Pedro Serápio/ Gazeta do Povo
Pedro Serápio/ Gazeta do Povo / Anderson Aquino, que deixou o campo machucado, lamenta lance contra o Icasa
Anderson Aquino, que deixou o campo machucado, lamenta lance contra o Icasa

Das dez rodadas finais, seis o Tricolor jogará longe da Vila. Retrospecto agrava o medo de rebaixamento

Série B

Publicado em 11/10/2010 | Maurício Kern, especial para a Gazeta do Povo

A matemática paranista se complica a cada rodada. Dos dez jogos que restam para o Paraná até o final do campeonato, seis serão disputados fora de casa. E o retrospecto é negativo, pois das 13 partidas disputadas longe da Vila Capa­­­nema, o time venceu 2, perdeu 9, e empatou 2. Muito pouco para um time que precisa conquistar 13 pontos para escapar da degola até a última rodada.

A conta ganhou força após o tropeço no Durival Britto contra o Icasa. O empate sem gols deixou o time – 13.ª colocação, com 33 pontos – a quatro da zona de rebaixamento. Amanhã, a equipe enfrenta fora de casa, o Guaratinguetá às 19h30.

No sábado à noite, contra os cearenses, o Tricolor entrou em campo com um time ofensivo no esquema 4-3-3. No melhor tom político, o novo treinador Roberto Cavalo havia prometido durante a semana um time com três atacantes buscando a vitória desde o início. Teoria que não se concretizou.

Anderson Aquino, Rodrigo Pimpão e Lima não viram a cor da bola e o ataque do Paraná foi pífio na Vila Capanema.
“Esperávamos um adversário difícil, abri mão de três zagueiros e tentamos ser mais ofensivos desde o início. O time não rendeu o esperado e tive que voltar com o sistema de 3-5-2 após o intervalo. Precisamos buscar o resultado lá fora para recuperar os pontos perdidos em casa”, abriu o treinador.

“Começou a reta final e não podemos tropeçar mais. Só cabe a nós, a responsabilidade é nossa, precisamos trabalhar para sair desta pressão. O Icasa pressionou o Paraná aqui dentro e isto não pode acontecer perante a nossa torcida. O clube precisa sair desta situação, é o segundo [na verdade, terceiro] ano seguido brigando para não ser rebaixado,” seguiu.

O treinador Roberto Cavalo não vai poder contar com o lateral Murilo, que recebeu o terceiro cartão amarelo e com Anderson Aquino que saiu lesionado com uma torção no joelho.


Confira a ficha técnica de Paraná 0 X Icasa 0



Pontímetro

Soldador tem dia de Dadá Maravilha no Capão Raso

                                         Hugo Harada/Gazeta do Povo
Hugo Harada/Gazeta do Povo / Gerson, do Capão Raso, comemora o seu gol no empate por 1 a 1 com o Trieste
Gerson, do Capão Raso, comemora o seu gol no empate por 1 a 1 com o Trieste

Suburbana


Publicado em 04/10/2010 | Maurício Kern, especial para a Gazeta do Povo

Soldar pisos de carros durante a semana, das 6 h às 14h40. Essa é a rotina que o atacante Gerson, do Capão Raso, enfrenta na fábrica onde trabalha. No sábado, ele deu uma de Dadá Maravilha da Suburbana, em um lance memorável, sendo o destaque da equipe no empate por 1 a 1 com o Trieste.


Pelo menos por um dia, o soldador se juntou à lista de três coisas que param no ar, criada pelo folclórico centroavante dos anos 60 e 70: helicóptero, beija-flor e Dadá Maravilha.

O lance aconteceu ainda no primeiro tempo do jogo no Estádio José Carlos Oliveira Sobrinho, no Capão Raso. Lembrando Dadá – que preferia as cabeçadas –, Gerson, em tarde inspirada, recebeu a bola na área, matou no peito e parou no ar antes de dar sequência para um belo voleio, que bateu na trave antes de ir para fora.

Gerson Júnior Cordeiro da Cruz, 31 anos, nascido em Antonina, trabalha há três anos como soldador de piso de carros. Na labuta diária, utiliza equipamentos de segurança, como óculos, luvas de raspa, avental de couro e boné protetor. Nos gramados, chuteiras, camisa, calção e meião.

Ele iniciou na Suburbana em 2003, passando por Combate Barreirinha e Trieste, antes de defender o Capão Raso. No ano passado, rompeu o ligamento do joelho direito e ficou nove meses longe dos gramados. Se recuperou e voltou na quinta rodada deste campeonato. No sábado começou a primeira partida jogando. “Dedico a minha volta primeiramente a Deus e à minha esposa, Ana Caroline, que me acompanha em todas as partidas”, declarou.

Nem o campo molhado e pesado, prejudicado pela forte chuva de sábado na capital, foi capaz de atrapalhar o clássico entre Capão Raso e Trieste.

O primeiro tempo se resumiu a dois lances de Gerson. Depois do voleio na trave do goleiro André, o camisa 11 deixou a sua marca. Recebeu sozinho, dominou e bateu forte de canhota no canto.

Após o intervalo, tudo caminhava para uma vitória do Capão. Ledo engano. O time da casa chegou a marcar o segundo no finalzinho, mas o bandeira anulou por causa de um toque de mão. A reviravolta veio aos 46 minutos. Paulo Sérgio recebeu na área, escorou de cabeça e Ioiô empatou para o Trieste.

Outros resultados:

Vila Hauer 3 x 1 Pilarzinho, Santa Quitéria 2 x 2 Urano, Combate Barreirinha 1 x 6 Iguaçu. O Vila Hauer lidera o grupo A, com 6 pontos. O Trieste é o líder do B, com 5.

Gerente supera a crise no Vila Hauer

                                       Walter Alves/ Gazeta do Povo
Walter Alves/ Gazeta do Povo / Marinho Lima em meio aos jogadores do Vila Hauer: vitória sobre o Urano con­­soli­­da a reação do time no campeonato
Marinho Lima em meio aos jogadores do Vila Hauer: vitória sobre o Urano con­­soli­­da a reação do time no campeonato

Marinho Lima, que troca a agência bancária pelos campos de futebol amador nos fins de semana, comanda a ressurreição da equipe

Amador
 
Publicado em 27/09/2010 | Maurício Kern, especial para a Gazeta do Povo

Antes de a bola rolar no sábado, as atenções estavam voltadas para o badalado Urano, que largava na segunda fase com um ponto extra e com vários ex-profissionais em campo. Mas do outro lado tinha o guerreiro Vila Hauer, do competente treinador Marinho Lima, que conseguiu dar uma injeção de ânimo em seus atletas e desbancar os donos da casa na Vila São Pedro. Placar: 1 a 0.

O mago Marinho Lima não quis dar a receita da poção mágica usada para ressuscitar o time do Vila Hauer na competição. Ele conseguiu resgatar a autoestima de um time que estava desacreditado, quase rebaixado.
Durante a semana, Marinho Li­­ma é Osmari José de Lima, gerente de banco de 44 anos, dos quais 25 dedicados à profissão. Aos sábados, o banco que ele frequenta é outro, o dos reservas do Vila Hauer. A dedicação aos campos da suburbana começou em 1988, no Renovicente. Já conquistou 16 títulos como técnico.

Marinho está há três anos liderando o Vila Hauer. “Neste ano, a pressão vinha de tudo quanto é lado, tinha alguns torcedores e diretores do clube querendo a minha saída do time. Na primeira fase, estávamos em uma situação complicada até a última rodada, mas conseguimos salvar o time a tempo.”

No último sábado, no Estádio Manoel Garcia de Andrade, as emoções ficaram guardadas para o se­­gundo tempo. Os comandados de Marinho retribuíram em campo com um gol aos 30 minutos. Fernan­­dinho, camisa 10, recebeu sozinho na área, driblou a zaga e bateu rasteiro.

Após o gol sofrido, o Urano pressionou e tentou empatar a partida de todo jeito, só faltou combinar com o goleiro Yuri, que fechou a meta e garantiu o envelope (bicho) dos jogadores até o final do jogo. “Ofereço essa vitória ao grupo e em especial ao jogador Fernandinho, que fez o gol da vitória e está com o pai hospitalizado em situação difícil”, concluiu o gerente do Vila.

Outros resultados: Trieste 1 x 0 Combate Barreirinha, Pilarzinho 0 x 1 Santa Quitéria , Iguaçu 1 x 1 Ca­­pão Raso, Urano 0 x 1 Vila Hauer. Pelo grupo B, o Trieste é o líder com, 4 pontos. Pelo grupo A, Santa Quité­­ria e Vila Hauer dividem a liderança com 3 pontos.

Bandeirão é o orgulho da torcida do Pilarzinho


                                  Hugo Harada/Gazeta do Povo
Hugo Harada/Gazeta do Povo / Com direito a bandeira gigante o  Pilarzinho está garantido na segunda fase da Suburbana-2010
Com direito a bandeira gigante o Pilarzinho está garantido na segunda fase da Suburbana-2010
   
“Olha que bacana, é o maior bandeirão da Suburbana”, canta a torcida Camisa 12. Time está classificado para a próxima fase

Suburbana

Publicado em 20/09/2010 | Maurício Kern, especial para a Gazeta do Povo
  
Um bandeirão gigante e uma torcida organizada e empolgada foram o centro das atenções nas arquibancadas do estádio Bortolo Gava, no sábado, no empate por 1 a 1 entre Pilarzi­nho e Santa Quitéria. Ambas as equipes já entraram em campo classificadas para a próxima fase. Mesmo as­­sim, o incentivo de torcedores apaixonados pelo Pilarzinho provou que a magia da Suburbana tem o poder de atrair homens, mulheres e crianças em torno do clube de coração.

 
Há três anos, os irmãos gêmeos Fábio e Fabrício Saporetti e o colega Caio Fernandes se reuniram no estádio do Pilarzinho durante um jogo e levaram uma faixa para torcer pelo Tricolor. A partir desse instante criou-se um elo de ligação e carinho que muito time profissional não possui nos dias de hoje.

Mas os três não imaginavam que a organizada “Camisa 12” iria atrair tanta gente em tão pouco tempo. “Devemos ter aproximadamente 120 integrantes e a torcida aumenta a cada partida com o nosso time jogando fora ou dentro de casa. Vem gente de tudo quanto é canto da cidade. O transporte para acompanhar o time é feito do jeito que é possível: de ônibus, pernada na rua, carona ou bicicleta. Tudo é válido pelo Pilar­zi­­nho”, comenta Fábio Saporetti, estudante, de 17 anos, morador do bairro e estagiário no Tribunal de Justiça. Pau­­lo Cesar Mattes, 29 anos, tosador de cães e gatos, faz rifas para levantar dinheiro para a compra de materi­ais. “Não temos apoio da diretoria, é tu­­do por nossa conta,” diz o torcedor.

Nem mesmo o frio e a garoa fina que teimava em cair no sábado em Curitiba foram capazes de inibir ou segurar a galera que pulava e incentivava o time nas arquibancadas. Com gritos que entoavam “Olha que bacana, é o maior bandeirão da Su­­burbana” e “Ô, pra cima deles Tricolor. Pra cima deles Tricolor, ô”.
Com a bola rolando, no primeiro tempo o ataque do time da casa retribuiu o apoio com um gol aos 35 mi­­nu­­­­tos. Peter tocou para Fábio dar um belo drible na zaga e inau­­gurar o placar. “Consegui enganar os zagueiros e fiz um bonito gol. Mas graças a esta torcida que apoia a gente do início ao fim”, declarou o atacante.

O Santa Quitéria conseguiu em­­patar aos 30 minutos do segundo tempo. Cristiano, o artilheiro da Suburbana, pegou na veia de fora da área e computou o seu décimo gol na competição.

Escolta

Os outros resultados da rodada fo­­ram Vila Hauer 2 x 1 Iguaçu, Vila Fanny 1 x 1 Combate Barreirinha, Trieste 3 x 1 Osternack, Urano 2 x 1 Capão Raso e Uberlândia 1 x 1 Nova Orleans. No estádio Gustavo Shier, torcedores do Uberlândia – rebaixado para a Série B, assim como o Osternack – ameaçaram o trio de arbitragem, que teve de sair escoltado por uma viatura policial.

Segunda fase
Os oito classificados foram divididos em dois grupos. Os dois primeiros de cada grupo se classificam para as semifinais
Grupo A
Urano *
Santa Quitéria
Pilarzinho
Vila Hauer
Grupo B
Trieste *
Capão Raso
Iguaçu
Combate Barreirinha
* Donos das melhores campanhas, Urano e Trieste começam com um ponto extra.